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Como Achar o IMEI do Celular: 5 Métodos Infalíveis

Como achar o IMEI do celular

Sabe aquela situação que você nunca espera passar, mas inevitavelmente passa? Perder o celular ou precisar registrar um boletim de ocorrência e não saber o IMEI de cor. Aconteceu comigo em 2023 quando meu Galaxy S22 foi furtado no metrô de São Paulo — fiquei travado na delegacia sem essa informação e o processo levou o dobro do tempo que deveria. Desde então, tenho o IMEI anotado em três lugares diferentes, e recomendo que você faça o mesmo agora que terminar de ler esse artigo.

O IMEI (International Mobile Equipment Identity) é basicamente o CPF do seu celular: um código único de 15 dígitos que identifica seu aparelho em qualquer rede do mundo. Em 2026, com o sistema de bloqueio da Anatel cada vez mais eficiente e o crescimento dos golpes de clonagem, saber onde encontrar esse número deixou de ser curiosidade técnica para virar necessidade real. E a boa notícia: você tem pelo menos 5 formas diferentes de descobrir — e vou te mostrar todas, do método mais rápido ao plano B para quando o celular nem está mais em mãos.

Método 1: O Código *#06# — O Mais Rápido de Todos

Se o seu celular está em mãos e funcionando, esse é o caminho mais rápido que existe. Abra o app de telefone (aquele que você usa para fazer ligações), digite *#06# e pressione chamar — ou em alguns aparelhos, o resultado aparece automaticamente enquanto você ainda está digitando, sem precisar confirmar.

O IMEI vai aparecer na tela em menos de dois segundos. Em celulares com dois chips (dual SIM), você vai ver dois IMEIs listados — um para cada slot. Anote os dois, porque em caso de roubo, o bloqueio pode precisar dos dois números. Esse método funciona em praticamente 100% dos Android e iPhones disponíveis no Brasil em 2026, dos mais básicos até os flagships mais recentes.

Dica prática: Faça print dessa tela agora mesmo e salve na nuvem (Google Fotos, iCloud, qualquer serviço). É aquele tipo de prevenção que você agradece em silêncio quando menos espera — e quando mais precisa.

Método 2: Pelas Configurações do Android ou iPhone

Esse método é especialmente útil quando a função de discagem não responde ou você quer confirmar a informação com mais calma, consultando as especificações completas do aparelho. O caminho varia um pouco entre os sistemas, mas é simples nos dois:

No Android (Samsung, Motorola, Xiaomi e outros): Vá em Configurações → Sobre o telefone → Informações do dispositivo (ou "Status", dependendo da versão). O IMEI aparece listado diretamente. Em aparelhos Samsung com One UI, às vezes fica em Informações do software. Em Xiaomis com HyperOS, procure em Todas as especificações. Em Motorolas, costuma estar logo em Sobre o telefone sem submenus.

No iPhone (iOS 17+): Acesse Ajustes → Geral → Informações e role a tela para baixo. O IMEI aparece logo abaixo do número de série. Em modelos com eSIM, como o iPhone 16 e superiores, você também encontra o EID (identificador do chip virtual) nessa mesma tela — guarde esse número também.

Testei pessoalmente em um Motorola Edge 50 e em um iPhone 15 Plus com versões atualizadas de 2026. Em ambos o processo levou menos de 30 segundos do começo ao fim. Sem enrolação.

Método 3: Na Caixa do Aparelho ou Nota Fiscal

Se o celular está bloqueado, quebrado ou você simplesmente não consegue acessar o sistema por qualquer motivo, a caixa original é sua melhor amiga. O IMEI fica impresso em uma etiqueta colada na lateral ou no fundo da embalagem, geralmente junto ao código de barras e número de série — você vai reconhecer porque é o número mais longo da etiqueta, com exatamente 15 dígitos.

No Brasil, a Anatel exige que todas as notas fiscais de celulares vendidos legalmente contenham o IMEI do aparelho. Então, se você comprou em uma loja física ou online, sua nota fiscal eletrônica (que foi para o seu e-mail na hora da compra) também tem essa informação. Vale pesquisar no histórico do e-mail pelo nome da loja.

Meu conselho honesto: guarde a caixa quando comprar um celular novo. Sei que parece desnecessário e que ocupa espaço, mas ela resolve pelo menos três problemas ao longo da vida útil do aparelho — IMEI disponível, comprovante para garantia técnica e valor de revenda mais alto quando chegar a hora de trocar.

Método 4: Pela Etiqueta da Bateria (Aparelhos Mais Antigos)

Esse método é mais específico para aparelhos com bateria removível — uma categoria praticamente extinta nos lançamentos recentes, mas que ainda representa uma fatia grande do parque ativo de celulares no Brasil. Modelos fabricados antes de 2019, como Samsungs linha J, Motorolas Moto G de primeira geração e vários Nokias, geralmente têm o IMEI impresso em uma etiqueta embaixo da bateria.

O processo é simples: retire a tampa traseira, remova a bateria e procure a etiqueta branca fixada no compartimento interno. O IMEI vai estar lá, geralmente abaixo de um código de barras. Em alguns modelos Nokia mais antigos, o número também aparece gravado fisicamente no chassi metálico.

Já resgatei o IMEI de um Samsung Galaxy J5 exatamente assim, quando a tela estava completamente quebrada e nada mais funcionava — foi a única forma de conseguir o número para o boletim de ocorrência. Para celulares modernos (sem bateria removível), esse método não se aplica, mas você ainda tem as outras quatro opções desta lista.

Método 5: Pelo Computador — iTunes, Finder ou Conta Google

Quando o celular está com a tela quebrada, sem bateria e você não tem a caixa em mãos, o computador pode ser a saída mais confiável. Os caminhos variam por sistema operacional e por marca do aparelho:

Para iPhone via Mac ou Windows: Conecte o iPhone ao computador via cabo USB. No Mac com macOS Ventura ou superior, abra o Finder, clique no iPhone na barra lateral esquerda e as informações do dispositivo aparecem na janela principal — incluindo o IMEI. No Windows, abra o iTunes, vá em Dispositivos → selecione seu iPhone → Resumo e clique no número de série: ele alterna para exibir o IMEI e o MEID.

Para Android via conta Google: Acesse myaccount.google.com/device-activity com a conta Google que estava vinculada ao aparelho. Cada dispositivo registrado nessa conta mostra suas informações básicas — incluindo o IMEI. Esse recurso funciona mesmo que o celular já não esteja com você, desde que ele tenha feito login na conta antes. É uma das primeiras coisas que verifico quando alguém me conta que teve o celular roubado e não tem o número anotado.

A Anatel também disponibiliza o portal consultaimei.anatel.gov.br, onde você pode verificar se um IMEI está registrado, bloqueado ou com alguma pendência — útil tanto para checar o seu próprio aparelho quanto para verificar antes de comprar um celular usado.

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Perguntas Frequentes sobre IMEI

Para que serve o IMEI do celular?

O IMEI serve para identificar unicamente seu aparelho na rede das operadoras de telefonia. Com ele, é possível bloquear um celular roubado em todas as redes do Brasil — Claro, Vivo, TIM, Oi e MVNOs — simultaneamente, impossibilitando ligações, SMS e dados móveis no aparelho mesmo que o ladrão troque o chip por um novo. Também é exigido para abertura de boletim de ocorrência, acionamento de seguro e rastreamento via ferramentas do fabricante.

Posso bloquear meu celular roubado pelo IMEI?

Sim. O procedimento correto em 2026 é: primeiro, registre o B.O. na delegacia presencialmente ou pelo portal online da Secretaria de Segurança Pública do seu estado, informando o IMEI; segundo, ligue para a sua operadora e solicite o bloqueio por IMEI. O sistema da Anatel propaga o bloqueio para todas as operadoras nacionais em até 24 horas. Após o bloqueio, o aparelho fica inutilizável para chamadas e dados em território nacional.

IMEI e número de série são a mesma coisa?

Não, e é comum confundir. O IMEI tem sempre 15 dígitos e serve exclusivamente para identificação do aparelho nas redes de telefonia móvel — é um padrão internacional. O número de série (ou serial number) é definido pelo fabricante para fins de garantia e suporte técnico, podendo ter formatos variados dependendo da marca. Para situações de roubo e bloqueio, o que a operadora e a Anatel precisam é o IMEI. Para acionar garantia no assistência técnica, costuma ser o número de série.

Meu IMEI pode ser clonado?

Tecnicamente sim, embora seja crime previsto na Lei nº 9.472/97 e cada vez mais difícil com as atualizações do sistema SIGA da Anatel. A clonagem consiste em copiar o código de um aparelho legítimo para um celular roubado, mascarando a origem ilícita. Se dois dispositivos usam o mesmo IMEI na mesma rede, isso causa conflitos detectáveis pelas operadoras. Caso suspeite de clonagem, faça a denúncia pelo canal oficial da Anatel em anatel.gov.br ou pelo telefone 1331.

Como saber se o IMEI de um celular usado é original antes de comprar?

Antes de fechar qualquer compra de celular usado em 2026, faça três verificações: (1) Digite *#06# no aparelho e confirme que o IMEI exibido bate com o da etiqueta da caixa e da nota fiscal; (2) Consulte o IMEI no portal da Anatel para verificar se está bloqueado ou com restrição; (3) Em iPhones, verifique o status no portal checkcoverage.apple.com. Essas três etapas juntas eliminam a grande maioria dos riscos de comprar um aparelho roubado ou com histórico problemático.